Por que “programático” virou sinônimo de “página fina”
Quando uma página programática é apenas um template com {cidade}, {profissão} ou {produto} substituído, o conteúdo entregue ao usuário e ao Google é, na prática, o mesmo em milhares de URLs. Isso não escala autoridade, escala risco.
O critério que deveria vir antes da escala
Antes de perguntar “quantas páginas podemos gerar”, a pergunta correta é: “o que torna cada uma dessas páginas útil o suficiente para justificar existir sozinha?” Se a resposta depende só da variável trocada, a página não deveria ser indexável.
Isso pode ser formalizado como uma função de elegibilidade, que avalia profundidade de conteúdo único, presença de fontes e um score mínimo de qualidade antes de a página entrar no sitemap. Páginas abaixo do limiar continuam existindo, porque podem ter utilidade interna ou de produto, mas vão como noindex,follow.
O resultado prático
Menos páginas indexadas, mas com taxa de indexação mais alta e sem competir com o próprio site por relevância. É o oposto do efeito que a maioria das implementações programáticas malfeitas produz.